Brasil
Fernando de Noronha
Um arquipélago guardado pelo Atlântico Sul que desafia qualquer superlativo. A Baía do Sancho reúne o que há de mais puro em um litoral brasileiro:…
Um arquipélago guardado pelo Atlântico Sul que desafia qualquer superlativo.
A Baía do Sancho reúne o que há de mais puro em um litoral brasileiro: falésias vermelhas, águas com até 50 metros de visibilidade e golfinhos-rotadores em liberdade. Reserva da Biosfera da UNESCO e paraíso de acesso controlado.
O destino
A Baía dos Porcos e o Morro Dois Irmãos
O que não perder em Fernando de Noronha
Vale a viagem
Cacimba do Padre, aos pés do Morro do Pico
Onde ir
As faces do destino
A Vila dos Remédios e o forte
No alto da ilha, a Vila dos Remédios guarda a origem de Noronha: o casario colonial, a igrejinha de Nossa Senhora dos Remédios e as ruínas do Forte dos Remédios, erguido no século XVIII para proteger o arquipélago de invasores. Do mirante do forte, o Atlântico se abre em azul do horizonte inteiro.
As tartarugas e o Projeto Tamar
Noronha é berçário de tartarugas-marinhas, e na Baía do Sueste dá para nadar ao lado delas pastando no fundo raso, entre raias e pequenos tubarões inofensivos. O Projeto Tamar mantém aqui uma de suas bases mais importantes, e as noites de desova entre janeiro e junho são acompanhadas de perto por biólogos.
O Morro do Pico e os mirantes
O Morro do Pico se levanta como uma agulha de rocha vulcânica no centro da ilha — o ponto mais alto do arquipélago e sua silhueta mais reconhecível. Ao redor, uma sucessão de mirantes e trilhas curtas revela enseadas escondidas, e o Mirante do Boldró é ponto certo para ver o sol afundar no mar de fora.
As piscinas naturais de Atalaia
Na maré baixa, a Praia do Atalaia vira um aquário natural: uma piscina de pedra cheia de peixes coloridos, ouriços, polvos e corais, de acesso controlado e tempo cronometrado para preservar a vida marinha. Chegar até lá é uma caminhada por trilha sobre a costa selvagem do mar de fora, longe do agito.
Na estrada
Rotas panorâmicas
O passeio de barco pelo mar de dentro
O barco costeia toda a face abrigada da ilha, para nas águas fundas onde os golfinhos-rotadores costumam brincar na proa e termina com o sol se pondo atrás dos morros. É a forma de ver Noronha pelo ângulo que só o mar oferece, com paradas para mergulho de snorkel em enseadas de água transparente.
Bom saber
Antes de ir
- O acesso é controlado: além da passagem, todo visitante paga a Taxa de Preservação Ambiental, cobrada por dia de permanência, e o ingresso do Parque Nacional Marinho, que dá acesso às praias mais famosas por dez dias — providencie os dois com antecedência.
- A ilha é Reserva da Biosfera da UNESCO: não se toca nos corais, não se alimenta a fauna e o lixo volta com você. As regras ambientais são levadas a sério e fiscalizadas.
- Boa parte das praias mais bonitas fica dentro do Parque Nacional Marinho, com horário de abertura e fechamento — programe as visitas pela tábua de marés, porque muitas só se revelam na maré baixa.
- Não há bancos nem caixas eletrônicos confiáveis para turistas; leve dinheiro e confirme antes se a pousada e os passeios aceitam cartão.
- A ilha tem limite diário de visitantes e a alta temporada (dezembro a fevereiro e julho) esgota a hospedagem rápido — reserve com boa antecedência.
Na prática
Informações práticas
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